Stephen King fala sobre o verdadeiro terror nos cinemas

O aclamado escritor estadunidense de ficção e horror Stephen King (foto) deu uma entrevista ao Entertainment Reporter falando sobre a importância das produções cinematográficas de terror com baixo orçamento e traçando um panorama do gênero atualmente.

Segundo ele, os executivos da indústria apostam em demasiado nos efeitos visuais e na alta tecnologia para surpreender o público. “A maioria dos filmes de horror com baixo orçamento são realmente bons quando os efeitos especiais são feitos nas garagens. Entre aqueles que se destacam estão ‘Parque Macabro’ (1962), ‘Halloween’ (1978), ‘O Massacre da Serra Elétrica’ (1974), ‘Noite dos Mortos Vivos’ (1968) e ‘Bruxa de Blair’ (1999). Com custos bastante reduzidos, essas produções ganharam milhões, enquanto suas continuações e remakes são um fracasso”, registra King.

O escritor ainda acrescenta: “Horror é uma experiência íntima, algo que ocorre principalmente dentro de si mesmo. Os executivos parecem não entender que a tela azul e a computação gráfica são para os filmes de grande orçamento”.

Os números do filme “Bruxa de Blair”, dirigido e escrito pela dupla Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, comprovam as idéias de King. Com um orçamento de apenas 60 mil dólares, o longa arrecadou nas bilheterias do mundo inteiro a quantia de 248 milhões de dólares. Outra produção que surpreende é “Jogos Mortais”, que apostando no terror inteligente e nas cenas chocantes, arrancou do público 100 milhões, com investimento de 1,2 milhão.

O diretor brasileiro José Mojica Marins, grande vencedor do Festival de Paulínia com “Encarnação do Demônio”, também apóia o horror em suas formas mais puras. “Não usamos computador, e disso tenho muito orgulho. É tudo real, fiz questão de que o elenco passasse por isso. Eu mesmo joguei sobre mim um monte de aranhas-caranguejeiras”, conta o diretor.

Fonte: Cinema Com Rapadura


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